Liderança para uma Governação Integrada por Henrique Joaquim

Liderar ... Ser Liderado... A responsabilidade é sempre da Pessoa

Desafiar a animação da Governação Integrada é desafiar a Liderar processos.



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Henrique Joaquim promoveu a reflexão sobre o papel do líder na intervenção. Sair da zona de conforto e permitir olhar de forma diferente para a forma de estar e de intervir, foi o desafio constante do formador.

Dentro do contexto em que líder e liderado se encontram há sempre margem para a autonomia, por muito difícil que possa parecer. Encontrar a minha responsabilidade no processo. Um mau líder pode ser alterado pelos liderados, bem como o contrário também é válido. É importante encontrar em cada um dos intervenientes o papel de líder e consciencialização do papel do liderado como fonte de liderança positiva. O líder tem de responder ao liderado, tem de lhe dar contas do seu processo de liderança e dos objetivos atingidos.

O líder, em processos colaborativos, é o órgão estrela. Aquele que ilumina e mapeia o caminho, permitindo que o liderado faça o seu caminho e faça as suas escolhas. Altamente comprometido e com forte reconhecimento da sua liderança.

Responsabilizar,cada um, líder e liderado, para o processo é a forma proposta pela Governação Integrada.

Encontrar o perfil de liderança mais eficaz em cada momento, liderar através da cultura do surfista, que exige o conhecimento dos recursos e a capacidade de adaptação aos diferentes tipos de liderança, de acordo com os objetivos e necessidades na intervenção.

A liderança de serviço, ainda que morosa em termos de resultados, é a professada pela Governação Integrada. Servir para liderar. Encontrar nas circunstâncias, nas pessoas e no contexto, e celebrar os resultados obtidos promove a Liderança de Serviço.

O líder tem de assumir o seu dom.
As suas ferramentas.
Tem a obrigação de provocar as mudanças.

O líder de serviço procura conceptualizar, fazer zoom da ação a realizar, procurando a análise das redes sociais incluídas na intervenção, celebrar as vitórias e trabalhar as derrotas na intervenção.

O líder tem de alimentar o capital de confiança, pois sem confiança não há relação. Sem relação não há liderança.

Há que celebrar e programar o amanhã. Esta estratégia permite tornar permanentes e consistentes as conquistas, e permite antecipar o futuro e as suas consequências.


Reflexão

No contexto da prática em rede na intervenção social do grupo que lidero, o caminho da minha liderança (que procura ser de serviço) muitas vezes, pela incapacidade de análise das redes sociais que contextualizam a prática, ganhou novo fôlego, pela reflexão promovida.

Encontrar em cada um o seu lado líder e liderado, obriga a uma maior consciencialização da mensagem que quero passar. Focar nos objetivos, promover a participação é a forma de reflexão a exercitar.