Conhecer e experimentar algumas técnicas para a Análise de Redes Sociais ajuda-nos a reconstruir o pensamento.
Olhar a malha de relações, situações, de Problemas Sociais Complexos existentes, de forma orientada para objetivos é facilitador de uma análise diagnóstica comprometida com os mesmos.
Verificar, através de um instrumento externo ao desenvolvimento da ação, permite conhecer o objeto de análise, prever comportamentos expectáveis e programar dinâmicas de intervenção que permitam o desenvolvimento esperado.
Encontrar a densidade, grau e componentes das Redes Sociais, permite o conhecimento, a identificação de recursos, encontrar estratégias de comunicação válidas, o empenho e compromisso, encontrar os objetivos e dinâmicas organizacionais agregadoras, e a definição clara do mapa de recursos.
Mapear e compreender as relações potencia as respostas. Entender a forma como as estruturas determinam a realidade, ajuda então a mapear os Problemas Sociais Complexos e a analisar as formas de intervenção presentes.
Podemos estudar as redes de acordo com os objetivos da análise, na perspetiva egocêntrica (quando procuramos perceber as relações com um ator específico dentro de um espaço social), ou sociocêntrica (quando se procuram as relações de todos os intervenientes com todos os atores).
Verificar as Redes Sociais é encontrar as caraterísticas das redes em termos de complexidade, forças e motivações.
Reflexão
Pensar o grupo de trabalho do atendimento social em termos de analise de redes, verificar as relações de força presentes, as motivações e a complexidade das relações estabelecidas, vai permitir trabalhar com o grupo de forma diferente.
A análise de redes sociais neste universo amplia a possibilidade de refletir os problemas sociais complexos de foma mais objetiva e com conhecimento das limitações desta análise.
Encontrar as forças e fraquezas dos representantes, das suas motivações, das relações que criaram com as história que provocaram, qual a importância relativa no grupo de cada ator, obriga a focar a intervenção e forma de dinamização do próprio grupo.
Depois de academicamente ter refletido sobre esta necessidade, cabe-me agora encontrar os instrumentos para inciar a análise da rede pelos elementos da mesma.
Foi identificado o universo, o objetivo da análise e as perspetivas de trabalho que se pretendem. Inicio por uma análise sóciocêntrica, de forma a perceber quais as forças e limitações deste grupo.
Centrada no papel de liderança que esta formação me obriga a assumir, terei então de analisar de forma egocêntrica, para assim conseguir prever os atributos a ser trabalhados para promover o desenvolvimento desta rede.
Por uma questão de respeito pelos atores do estudo considero que não devo inclui-los nesta reflexão pública.