Como olhar para este Portefólio Reflexivo

Acabou de entrar num espaço de reflexão, que procura partilhar aprendizagens recebidas e apreendidas.

Não se trata de um trabalho de faculdade, apesar de se enquadrar neste universo.

Procura ser a partilha, a minha partilha de reflexão, de pensamento, de crescimento, inicialmente pretendia ser sobre a minha vida profissional em rede, mas o pensamento foi divagando para as reflexões pessoais e profissionais, umas mais em rede, outras com menos redes.

No lado esquerdo podemos verificar o "Processo Reflexivo" na sua globalidade

  

A autora do blog -  Quem Sou... De onde venho... - uma apresentação sobre quem pensa e apresenta a reflexão.

As grandes aprendizagens - O que fez sentido para mim... - uma introdução ao tema que me levou a celebrar a formação.

Processo Reflexivo da formação - Processo Reflexivo - reflexões sobre a Assistente Social que esteve em formação e que adquiriu novas formas de pensamento. Ao longo do processo formativo vou incluindo as aprendizagens e reflexões. Este é um processo que é o inicio de um trabalho, que espero voltar a pegar, e a experimentar a reflexão sobre os conteúdos.

Deve ser a parte que terá mais interesse para quem vem à procura de conhecimentos académicos. Ainda que em muitos dos textos, queria tanto que fosse em todos, a componente de reflexão estivesse presente, com as minhas aprendizagens.

E finalmente como se fosse uma conclusão - Para onde quero ir - Processo de projeção pessoal após a formação.



No lado direito encontramos "Tributo à Formação" 

Do lado direito temos então um tributo à formação, ao desafio aceite pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Que permitiu a primeira reflexão estruturada de forma académica sobre esta forma de intervenção.

A escolha dos formadores, pelos seus conhecimentos, dinâmicas e vontade de partilhar, foi um leque incalculável de aprendizagens.

Obrigado.

No lado direito, mais em baixo Arquivo de Reflexões

Os módulos e workshop trabalhados permitem uma busca temática facilitadora. 

Não são processos terminados, porque a reflexão não terminou. Terminou uma fase de aprendizagem que obriga a uma continuidade de reflexão.

Obrigado a todos quantos fazem parte deste caminho.

O acolhimento ...

Cheia de expetativas fui chegando aos bancos da aprendizagem. Chegámos quase uma hora mais cedo, para não chegarmos atrasadas...Medo!

Será que vou conseguir? Será que é isto mesmo que procuro?

Depois de conhecer o bar, lá vamos nós para a sala de aula... Medo!

Chegamos e encontramos um Professor grande com um sorriso lindo....

O caminho - o do sorriso - foi a desconstrução do Medo!

Aprendizagens Informais

"Mandela: as oito lições de liderança
(...)
Nº 6 - As aparências importam - e lembre-se de sorrir.
Quando Mandela era um pobre estudante de direito, em Joanesburgo, vestindo o seu fato usado, ele foi visitar Walter Sisulu. Sisulu era um agente imobiliário e um jovem líder do ANC.
(...)
Então, um dia, lembrou com um sorriso, "um líder de massas entrou no meu escritório." Mandela era alto e bonito, um pugilista amador que transportava um ar majestoso de um príncipe. E ele tinha um sorriso que era como o sol que rompe num dia nublado.
Às vezes esquecemos a correlação histórica entre a liderança e a corporalidade.
George Washington foi provavelmente o homem mais alto e mais forte em cada sala onde entrou. Tamanho e força têm mais a ver com o DNA do que com os manuais de liderança, mas Mandela entendeu como a sua aparência poderia ser uma vantagem para a sua causa.
(...)
.Quando Mandela era candidato à presidência em 1994, ele sabia que os símbolos importavam tanto quanto os conteúdos.
Ele nunca foi um grande orador público e, muitas vezes, após os primeiros minutos de discurso, as pessoas não se sintonizavam com o que estava dizendo. Mas era a iconografia que as pessoas entendiam.
(...)
Mas o mais importante era o sorriso deslumbrante, beatífico e inclusivo.
Para sul-africanos brancos, o sorriso de Mandela simbolizou a ausência de amargura e sugeriu-lhes que Mandela seria simpático para com eles. Para os eleitores negros, ele disse, eu sou o guerreiro feliz, e nós vamos triunfar. O cartaz eleitoral omnipresente do ANC era simplesmente o seu rosto sorridente.
"O sorriso", diz Ramaphosa, "era a mensagem."Depois que ele saiu da prisão, as pessoas dizia, cada vez mais, é surpreendente que ele não seja amargo. Existem mil e uma coisas com que Nelson Mandela foi amargo, mas sabia que mais do que qualquer outra coisa, ele tinha que projectar a emoção oposta. Ele sempre dizia: "Esqueçam o passado" - mas eu sabia que ele nunca fez.

Apresentação para Reflexão por Rui Marques

O caminho da Reflexão


O caminho de reflexão proporcionado por metodologias diversas teve como suporte a apresentação pensada por Rui Marques, que nos desafiou ao longo do processo formativo, e procurou Governar o espaço de formação com o processo de governação da sala integrada.


Aproveitando a riqueza dos participantes proporcionou um espaço de reflexão sobre Problemas Sociais Complexos, e em grupos de trabalho aleatórios pediu para mapear os Problemas Propostos:

Pessoas sem-abrigo
Crianças e jovens em risco / perigo
Integração de Imigrantes
Desemprego de Longa Duração,(pessoas com mais 45 anos)

Problemas Sociais Complexos

Intervenção em Problemas Sociais Complexos


Conceito

"Os problemas sociais mais complexos das sociedades contemporâneas, (...) persistem perante uma evidente dificuldade das instituições publicas e privadas em encontrar uma resposta social adequada.

A crescente diversificação dos problemas sociais, bem como a sua complexificação, coloca novos desafios. São provocados por múltiplas causas, nem todas evidentes, com processos diferentes e várias consequências."

Fonte: Problemas Complexos e Governação Integrada, p14

Mapear os Problemas Sociais Complexos


Encontrar as dimensões e interações diretas e indiretas de um Problema Social Complexo é o desafio que ajuda a definir este tipo de problema da atualidade e desta forma encontrar a estratégia para seguir, e encontrar um desafio para a construção da Resposta Social.

Sair do campo das ligações óbvias e procurar encontrar as ligações, pode ser uma forma diferente de olhar a realidade, procurar novas relações, novas formas de olhar para os problemas que atingem a nossa população.

"(...) Neste contexto pós-moderno em que se acrescenta (...) configuração, entre outros traços, a velocidade, a turbulência, os ciclos curtos, a diversidade e a complexidade, essas dificuldades de resposta aos problemas sociais, retro-alimentam o sentimento de insegurança e a noção de risco, numa espiral negativa."
Fonte: Problemas Sociais Complexos e Governação Integrada, p 16


Problemas Sociais Complexos e os Interventores Sociais

Os desafios são colocados não só às entidades mas, acima de tudo, às pessoas.

Centrado na questão dos pontos de partida e definição de estratégias diferentes, o Grupo do Atendimento Articulado tem técnicos com diferentes áreas de intervenção (ainda que por definição sejam interventores sociais com respostas à Comunidade), territórios de intervenção comuns, e tem formas, princípios e enquadramentos diferentes

É um fato que a intervenção territorial tem temporalmente uma história, mas também é verdade que a dinâmica dos representantes das entidades é, ao longo do tempo, diferente.

O desafio da liderança no desenvolvimento do modelo de intervenção no território é encontrar estratégias para fazer sentir a diferentes velocidades, a diferentes tempos, que o modelo de Governação Integrada pode ser a prática da intervenção ajustada.

Apesar de sentida pelas entidades parceiras como A forma de intervenção, apesar de alguns técnicos teoricamente a referenciarem como O modelo, a prática dos envolvidos no processo, manifesta regularmente falta de maturidade no desenvolvimento da ação institucional, ou no próprio Grupo de Trabalho.

Só uma coordenação que combata as redundâncias, lacunas e incoerências no processo pode abrir caminho para novas estratégias de olhar para os modos de intervir nos problemas sociais complexos.

Encontrar uma liderança que promova o desenvolvimento dos parceiros em RelaçãoResponsabilidade, Confiança e Cooperação obriga a sair regularmente do caminho que está a ser realizado.

De forma a que nenhum dos parceiros perca o caminho, não se sinta preso ao constante retrocesso e processo de solidificação da intervenção e possa ser um navegador à vista, é necessária  a certeza de que queremos experimentar este caminho ou, pelo menos, que caminho não queremos manter e porquê.

Cada representante das entidades presentes tem a sua visão sobre o Modelo de Governação a adotar na intervenção.

Cada representante das entidades tem uma definição, análise,  reflexão e conceito sobre as formas de governação a utilizar para os consensuais Problemas Sociais Complexos. 

Pensar que os representantes das entidades são aqueles que acreditam no Modelo aqui protagonizado de Governação Integrada é pensar ao lado da realidade de intervenção nos territórios.

São interventores sociais que, destacados por seu próprio interesse ou por interesses institucionais, representam as entidades de origem, os seus Modelos de Intervenção, a sua Missão, as suas competências,os seus constrangimentos e resistências.

Encontrar o Significado e a Assunção de Compromisso são os desafios neste contexto de desenvolvimento.

Conceitos de Governação Integrada

Para a  Construção da Governação Integrada houve ao longo da formação palavras chave que ficam do desenvolvimento do meu pensamento

Relação                        Cativar
Responsabilidade           
                           Confiança
                           Cooperar
Reflexão                                Visão     
Comunicar           
                        Significativo
             Inspirador                                     Liderança
Participação                                         
                        Avaliação                                         Colaborar           
                                  Percurso                 Inovação   
                 Contexto                                                        Sedução
                                                             Esperança
           Monotorização                                          Tempo 
                                                Condições
           Compromisso                                                                Avaliação
                                                                    Sentido de Mudança
                                    O Outro
Consensos                                    Envolver

                        Partilha de Poder                    Perito de Confiança

Governação Integrada - conceito e desafio - o caminho

Encontrar um modelo de governar que enquadre os princípios e as experiências de intervenção é o caminho que se faz na procura da Governação Integrada.

Governação Integrada deve ser, hoje, a forma de praticar o ato de governar, seja ele de governar a família, a intervenção social, os interventores de governação, as  relações com as entidades de origem, ou mesmo a proposta que se desenvolve como política de governação.

Governação Integrada como Partilha Colaborativa em Rede

Para a construção da Governação Integrada necessitamos de um conjunto de entidades públicas e privadas que pretendam Colaborar na Resolução de Problemas Sociais Complexos.

Para que o Modelo de Governação Integrada seja Construir Juntos  é fundamental que haja Coordenação no processo.

Encontrar o estilo de liderança que promova o Modelo de Governação Integrada é fundamental ao exercício da mesma.

Rui Marques in aula 7 Nov. 2015 Formação Avançada 2014 Governação Integrada; UCP Faculdade de Ciências Humanas

Procurar a Eficiência e Eficácia da Intervenção está na base de Governar a Intervenção.

Metodologias de Intervenção Integradas


Para além de qualquer forma, ou documento, foi Rui Marques que na prática mostrou algumas das metodologias de intervenção.

Para além da confiança de partida, pois antes mesmo de conhecer os formandos confia que estes têm conhecimentos para partilhar, as técnicas de participação ajudam a compreender a sua forma de liderança.

Trouxe sem medo experiências que ilustraram a prática da teoria apresentada. Manifestando assim como é possível o desenvolvimento da proposta de intervenção que protagoniza.

Deixou na primeira sessão de trabalho um desafio. Mas, partindo do principio que os seus formandos poderiam ter esquecido o trabalho de casa, dias antes da entrega, recorda a proposta de trabalho, ajustando alguns instrumentos para apresentação do mesmo. 

Possibilitou a quem se recordava, e realizou o trabalho, ter diretrizes para a apresentação, e por outro lado, para quem não tinha tido hipótese de realizar, ou estaria eventualmente esquecido, ter a oportunidade de ser recordado do desafio.


Experiências de Governação Integrada

Nas metodologias apresentadas ao longo das sessões com o Rui Marques tivemos a hipótese de descobrir o "Clip" e refletir sobre o "GABIP Ex-SAAL", duas experiências práticas de Governação Integrada, ainda que com limites.




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O Rui Marques apresentou ainda a experiencia da CPCJ Amadora.

A Comunicação numa Governação Integrada por José Manuel Seruya

Quando se pensa na comunicação, mais que  pensar no modo, temos de nos centrar no conteúdo, e no significado do conteúdo.

Partindo do princípio que todos somos comunicadores, colocamos a responsabilidade da comunicação  no nível pessoal.


Comunicação e Relação

A Comunicação só tem sentido se tiver um Sentido.

No âmbito da Comunicação há que encontrar os seus Objetivos para, então, conseguir definir que informação se quer comunicar e de que forma a iremos realizar.



Mas o desafio da comunicação é um processo em constante verificação.







Comunicação em Momentos Críticos - Pensamentos Reflexivos...

Quando no âmbito da relação não há comunicação verbal é revelador de comunicação não verbal.

Quando o silêncio entra nos domínios do quotidiano, é revelador de incapacidade de resolução de problemas.

Os problemas sociais complexos têm de ser verbalizados. Têm de ser apresentados.

O comunicador  de forma verbal e não verbal,  tem um objetivo claro, na óptica do receptor da mensagem. 

O que não se fala não é resolúvel.

O comunicador tem de ser coerente em termos do que faz e do que diz.

A comunicação (formal ou não formal) obriga à proximidade.

O olhar é ético. Os receptores precisam de sinais claros sobre a comunicação.

Confiança tem Razão (o que se conhece) e Vontade (o que se decide).

A comunicação é um processo.

Comunicação como processo de construir referências e marcos no caminho.

"A gente progride através das perguntas que faz."

Criar um novo olhar sobre o que toda a gente olha.

Comunicar deve ser desafiar o olhar de forma diferente para a realidade.

Não sei nada. Recuar com verdade para ganhar tempo.

Encontro entre a liberdade e a realidade, com responsabilidade.

 A ética dos mínimos - o que devemos dizer
A ética dos máximos - o que podemos dizer

A comunicação é tudo, mas pode ter preceito - princípios de comunicação, regras de comunicação em determinado contexto.

Navegar à vista, pressupõe que se sabe navegar.

Comunicar faz-se:
de dentro para fora, 
de dentro para dentro,
de fora para dentro.

Para ter uma comunicação eficaz é necessário encontrar stakeholders que estão envolvidos na comunicação.

Encontrar os stakeholders para a comunicação liga com o principio de relacionamento da comunidade 

Quando se está a comunicar está a pensar-se em quem?

Preceito da Comunicação em Governação Integrada:
útil
verificável
transparente
reflexiva
clara e inequívoca
relevante (mais que rigor).


Comunicação Integrada, a que obriga a uma tomada de consciência.

Comunicação como forma de escolha do olhar que se pretende.

Comunicação é:
o que olho,
o que vejo,
o que gostaria que acontecesse,
como a quero fazer presente na minha vida.

"Tornar claras as mensagens, partilhá-las, criar canais de interação e de diálogo na comunicação intra e inter-instituições.

Executar a comunicação externa é também vital, quer para a justa apresentação de contas aos cidadãos, quer para o essencial apoio público.

Não tem de haver comprometimento em todas as formas de comunicar. Às vezes basta a sintonia, para que possamos passar e entender a mensagem.

Níveis de envolvimento da comunicação
(todos eles igualmente importantes):

  • Sintonia (quando as partes estão de acordo que a mensagem transmitida é a mensagem comunicada),

  • Envolvimento ( a mensagem transmitida e recebida é a mesma, e os comunicadores aceitam-na como verdadeira)
  • Compromisso ( a mensagem transmitida e recebida é a mesma, tem um nível de entendimento que permite o compromisso).

Comunicar e Pensar a Comunicação

Apresentação do Atendimento Social

Desafiada pela Santa Casa da Misericórdia para apresentação conjunta da Experiencia da Comissão Social de Freguesia de Belém, no âmbito do "Atendimento Articulado", preparamos a seguinte apresentação:



Sistematização da Informação em Portefólio Reflexivo

Encontrar estratégias de sistematização do pensamento de forma a que as aquisições sejam transformadoras da prática, foi mais um desafio de reflexão proposto.

Ana Marques apresentou a hipótese de criar um instrumento para pensar e partilhar a reflexão.

Portefólio Reflexivo Governação Integrada


A tomada de consciência do caminho percorrido, que estamos a percorrer, e que desejamos percorrer é a prática do portefólio reflexivo.

Este instrumento de reflexão e inclusão de conteúdos adquiridos e incorporados na prática da intervenção, dá conta do meu processo de conceptualização e experiência da minha prática, é onde estão registadas as minhas aprendizagens sobre esta formação.

É um espaço de registo de momentos críticos e momentos chave da aprendizagem. De encontrar os aspetos que favoreceram e dificultaram as aprendizagens, os recursos que não conhecia e que considero que me podem vir a a ser úteis, o impacto da reflexão no meu trabalho.

O Portefólio Reflexivo é o espaço de partilha dos momentos em que registei:
  • o que sei hoje, e que não sabia antes de ter passado pelo processo formativo;
  • o que faço hoje de forma diferente, pela reflexão académica da minha intervenção;
  • o que posso partilhar hoje, que não tinha adquirido antes do pensar a praxis.
Sistematizar o pensamento reflexivo ajuda a reconstruir o pensamento, inclui-nos na aprendizagem, captura momentos e provoca mudança de conhecimento.

Manual para ajuda na Reflexão Sobre os Problemas Sociais Complexos

Manual de Apoio à Reflexão


Para apoio na Reflexão na Formação Avançada temos a referência do Manual que deu origem à formação, e que partilho, através do link, para que possamos refletir em conjunto sobre esta metodologia de intervenção.

Problemas Sociais Complexos e Governação Integrada

A Governação Integrada, como principio de intervenção que está em construção, não é uma por si própria a resposta. Está também, enquanto ciência, em construção. 

Assim, e no desenvolvimento desta ideologia, o saber também está a ser construído ao longo do processo. A navegação à vista, não é só uma estratégia de intervenção é também a forma de construção da reflexão.

Adesão condicionada pelas políticas colaborativas

Na atualidade há políticas colaborativas que são introduzidas pela obrigatoriedade de modelos de governação integrada,  nomeadamente os que surgem no horizonte da política europeia 2020. 

Tivemos a oportunidade de refletir sobre os desafios, ainda que pouco definidos, através da apresentação do docente Nuno Vitorino, que numa altura de ainda pouca definição legal veio enquadrar as políticas europeias no âmbito da estratégia 2020.


Preparados para estar atentos ao enquadramento legal específico que foi saindo, é hora de incluir mais que as informações adquiridas na formação. Aproveitar os recursos de partilha de informação disponibilizados pelas redes de contato entre os formandos.

Exprimentar a Análise de Redes Social na CSF Belém

Conhecer e experimentar algumas técnicas para a Análise de Redes Sociais ajuda-nos a reconstruir o pensamento.

Olhar a malha de relações, situações, de Problemas Sociais Complexos existentes, de forma orientada para objetivos é facilitador de uma análise diagnóstica comprometida com os mesmos.

Verificar, através de um instrumento externo ao desenvolvimento da ação, permite conhecer o objeto de análise, prever comportamentos expectáveis e programar dinâmicas de  intervenção que permitam o desenvolvimento esperado.

Encontrar a densidade, grau e componentes das Redes Sociais, permite o conhecimento, a identificação de recursos, encontrar estratégias de comunicação válidas, o empenho e compromisso, encontrar os objetivos e dinâmicas organizacionais agregadoras, e a definição clara do mapa de recursos.

Mapear e compreender as relações potencia as respostas. Entender a forma como as estruturas determinam a realidade, ajuda então a mapear os Problemas Sociais Complexos e a analisar as formas de intervenção presentes.

Podemos estudar as redes de acordo com os objetivos da análise, na perspetiva egocêntrica (quando procuramos perceber as relações com um ator específico dentro de um espaço social), ou sociocêntrica (quando se procuram as relações de todos os intervenientes com todos os atores).

Verificar as Redes Sociais é encontrar as caraterísticas das redes em termos de complexidade, forças e motivações.

Liderança para uma Governação Integrada por Henrique Joaquim

Liderar ... Ser Liderado... A responsabilidade é sempre da Pessoa

Desafiar a animação da Governação Integrada é desafiar a Liderar processos.



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Henrique Joaquim promoveu a reflexão sobre o papel do líder na intervenção. Sair da zona de conforto e permitir olhar de forma diferente para a forma de estar e de intervir, foi o desafio constante do formador.

Dentro do contexto em que líder e liderado se encontram há sempre margem para a autonomia, por muito difícil que possa parecer. Encontrar a minha responsabilidade no processo. Um mau líder pode ser alterado pelos liderados, bem como o contrário também é válido. É importante encontrar em cada um dos intervenientes o papel de líder e consciencialização do papel do liderado como fonte de liderança positiva. O líder tem de responder ao liderado, tem de lhe dar contas do seu processo de liderança e dos objetivos atingidos.

O líder, em processos colaborativos, é o órgão estrela. Aquele que ilumina e mapeia o caminho, permitindo que o liderado faça o seu caminho e faça as suas escolhas. Altamente comprometido e com forte reconhecimento da sua liderança.

Responsabilizar,cada um, líder e liderado, para o processo é a forma proposta pela Governação Integrada.

Encontrar o perfil de liderança mais eficaz em cada momento, liderar através da cultura do surfista, que exige o conhecimento dos recursos e a capacidade de adaptação aos diferentes tipos de liderança, de acordo com os objetivos e necessidades na intervenção.

A liderança de serviço, ainda que morosa em termos de resultados, é a professada pela Governação Integrada. Servir para liderar. Encontrar nas circunstâncias, nas pessoas e no contexto, e celebrar os resultados obtidos promove a Liderança de Serviço.

O líder tem de assumir o seu dom.
As suas ferramentas.
Tem a obrigação de provocar as mudanças.

O líder de serviço procura conceptualizar, fazer zoom da ação a realizar, procurando a análise das redes sociais incluídas na intervenção, celebrar as vitórias e trabalhar as derrotas na intervenção.

O líder tem de alimentar o capital de confiança, pois sem confiança não há relação. Sem relação não há liderança.

Há que celebrar e programar o amanhã. Esta estratégia permite tornar permanentes e consistentes as conquistas, e permite antecipar o futuro e as suas consequências.


A minha Fábula / Metáfora de Liderança

Fabular e criar.

Sair da zona de conforto e pensar a intervenção utilizando os outros.

Pensar a intervenção, sem me centrar em mim, é um processo desafiante e algo que me é muito difícil.

O caminho é de me rever e centrar em animais para pensar a forma de liderar.

O desafio é praticamente sair do meu quadrado... ousar errar e criar... aspetos difíceis para mim...

Passados todos os períodos de trabalho, chegou o momento de criar/encontrar uma fábula/metáfora que me represente....

Não a consegui construir, mas esta consegue mostrar como eu considero que a liderança deve ser...

"Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo “hobby” era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.
Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho.  Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei.
Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno.
Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores, praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Efeito curioso, pensei eu…As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto do tratamento mais fácil jamais conseguiria."
http://sucessonasempresas.com/2013/11/27/fabula-criando-raizes/


Liderar em contexto de governação integrada, é fazer como o médico, é deixar fazer sentir a necessidade, e não dar respostas imediatas, e fomentar a procura do caminho de cada um para o todo...

Envolver todos os elementos no processo.

Deixar emergir as soluções.... 

Planeamento em Governação Integrada

Os processos de liderança foram olhados através dos seus atores, e contexto e agora vamos olhá-los, com a ajuda da Maria João Freitas, em termos metodológicos.

Planeamento tem como base os princípios que já foram partilhados ao longo do portefólio. 

Num processo de navegação à vista é fundamental que não se perca o rumo, o objetivo da ação. 

É um processo de formular e reformular o processo de intervenção, estando atento aos resultados da análise em rede em que estamos inseridos. Promover um processo de relação de confiança, de afinamento da missão e o contextualizar. Existem preocupações técnico-cientificas, mas também de relações interpessoais. É a aliança de conhecimentos que permite o desenvolvimento do planeamento.

O planeamento não é linear. É experimentar e voltar atrás, tentar fazer com que a solução possa ser mais eficaz e eficiente.

Na Governação Integrada o planeamento e o tempo são dois fatores que muitas vezes se cruzam. O tempo da governação integrada não se compadece com o tempo das políticas de planeamento e financiamento.

Planeamento é uma estratégia de capacitação para a ação. Mas tem de ter em conta também os processos, as dinâmicas, as forças, as lideranças.

Na fase do Planeamento pergunta-se aos atores participantes: em que medida o que fiz e o que me proponho realizar tem por fundamento o que foi feito, como foi feito e quais os resultados?

Administração Publica e a Governação Integrada

O desafio de liderar para servir no Serviço Público foi o desafio que a Arminda Neves nos colocou.



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Refletindo sobre a Administração Pública apresentando a sua visão como o Estado é o conjunto de entidades que têm a obrigação de levar aos territórios as políticas.

Colocar a pessoa (contribuinte) como o receptor de serviços prestados pelo serviço (Administração Pública), obriga à reflexão que este modelo nos proporciona de baixo para cima. Quem paga os serviços, deve ser bem servido.

Propõe ainda que a qualidade do serviço dos membros da administração publica, tem de ser superior à dos privados. As eleições são como um espaço de avaliação e possibilidade de quer novas formas de gestão.

Somos então desafiados a pensar a Administração Pública como garante a melhor resposta articulada, para rentabilizar os serviços e dar respostas mais eficazes.

Governar com confiança é o desafio que não pode passar pelas maiorias representativas, mas por uma política publica que estabelece de foram clara e inequívoca uma confiança.

A administração publica tem de conhecer o território onde intervem, e dar operacionalidade às respostas locais.

A intervenção publica, para ser de serviço tem de responder a algumas questões:
  • Onde? - diferentes territórios / contextos / serviços tem diferentes necessidades,
  • Para quem? - quais são os contribuintes que procuramos responder quando tomamos determinada medida,
  • Como? - Qual a responsabilidade do meu serviço / setor / valência nesta resposta
  • Com quem? - Encontrar na comunidade o garante para as necessidades,
  • Quais são os nossos limites e competências? - contribuir para a legislação administrativa.
  • Quais os padrões de a partir dos indicadores, para construção das políticas.
O desafio que nos propõe  é centrar nos fins para que servem as ações que realizamos.

Encontrar no contexto público o seu próprio contributo para o desenvolvimento social.

Propõe uma nova cultura de complementariedade e de acordo com as necessidades dos destinatários.

Mas a sua responsabilidade na liderança deste processo formativo alimenta que: a Governação Integrada na Administração Publica é Necessária, mas não serve para todos os processos, Portugal tem experiencia nesta área, mas não é fácil.



Seminário espaço de partilha e reflexão publica

Mediante um grupo que regularmente foi apelidado de excelência, fomos ainda desafiados a apresentar um Seminário sobre as Perspetivas e Estratégias de Governação Integrada  sobre os Problemas Sociais Complexos que nos desafiam profissionalmente.

Por a minha reflexão se situar em termos de rede de intervenção, o meu grupo de trabalho, não estava disponível para refletir sobre um Problema Social Complexo.

Pelo gozo que me estava a dar pensar o portefólio, e a dificuldade de sair deste âmbito, e não sendo trabalho obrigatório, não me centrei neste processo.

No próprio dia de partilha, após as primeiras apresentações e antes das reflexões, pensei que tinha feito bem em não investir na apresentação. Já tinha feito uma na Gulbenkian, e não me sentia capaz de a reconstruir.

Mas depois... Depois... veio o pensar dos comentadores... Veio o refletir em direto....

Que pena! Como tenho de trabalhar a competência da Confiança! 

Que inveja boa ter a oportunidade de ver o trabalho de cada um refletido em direto pelos formadores que nos acolheram.. Que arrependida estou!

A aprendizagem final  de não perder oportunidades, foi mais uma das aprendizagens deste espaço de reflexão.

Resta fazer jus aos meus companheiros que foram a jogo... Que Painel de Excelência...Fantástico! A profundidade dos contributos para a reflexão e aprendizagem, a forma como manifestaram a integração dos conceitos da formação na vossa vida profissional. Mesmo ao nível do grande Nemo! Grande aprendizagem! Parabéns!